Acordei quando já eram nove horas da manhã, tinha me esquecido por um segundo da entrevista de emprego que poderia mudar a minha vida, nem tomei café, pra quê? uma miséra bebida negra não poderia me tornar mais ativo naquele dia.
Ahhh...ar fresco, estava preso no meu apartamento que parecia a muito tempo, vi algumas crianças brincando, mendigos que acordavam para a miséria, pessoas com suas mentes focadas em seus trabalhos e eu, tão pequeno no meio de tudo aquilo parecia soar como uma conspiração ao meu azar.
Entrei no prédio com pessimismo, olhava tudo ao redor, vi que poderia ser muito bom estar ali pela segunda vez empregado e com alguma autoridade, mas nem tudo é doce.No elevador notei que me viam com algum aspecto diferente, eu seria diferente demais para aquela empresa ou talvez não seria o meu verdadeiro caminho aquele para seguir a vida.
Décimo terceiro andar é longe...
Suspirei pela última vez e dei o primeiro passo para o delírio, tinha um espelho do lado da porta da sala, aproveitei para dar uma olhada no cabelo, na roupa e nos dentes.Dei três batidinhas na porta e um "pode entrar" me fez tremer todo.Entrei.
Nunca fiquei tão tenso na vida como aquele cara a cara com um homem, ele deveria ter aproximadamente uns 40 anos, belos sinais de calvíce, um bigode cretino e olhos rápidos notavam todo o meu mal jeito e agonia, ele sabia disso, me deu um tapinha no ombro, fiquei duro na cadeira de tal jeito que até parecia que eu tinha endurecido até a língua, respondia com murmuros "uhum,aham,humm".Estava a ponto de um abismo.
Ele gostou de mim e me pediu para comparecer amanhã para ver como eu deveria dirigir o meu cargo, conseguir dar um sorriso no final e na porta do prédio dei um outro suspiro, com sensação de trabalho cumprido.
Cara, agora preciso de uma cerveja.......
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