JM: S.O.S. Suicídio?
1: Sim. Meu nome é Joe e o seu?
JM: Jean Michel.
Joe: Que é isso? Francês?
JM: Haitiano. Eu vou estourar meus miolos.
Joe: Espera... Fala comigo.
JM: Vou tomar estes comprimidos.
Joe: Que tipo de comprimidos?
JM: Vermelhos, azuis, verdes,
o arco-íris inteiro. Os chefões estão me enchendo...
Joe: Está na prisão?
JM: Não... A cidade está me matando.
Joe: Nem me fale! Está falando
com a pessoa certa. Como é que está te matando?
JM: Meu namorado me deixou.
Joe: Já passei por isso. Você ama ele?
JM: Não muito..Estou sozinho.
Joe: Nós todos estamos...
JM: Todo respeito que os manés
ganham. E desrespeito que ganho.
Joe: Eu te respeito, só por
ter feito esta chamada. Não é uma coisa fácil de fazer. Não será tão arrogante
quando a polícia chegar...Está bem? Que barulho foi esse?
JM: É a minha mãe...
Joe: Pensava que tinha dito
que odiava esse lugar.
Gina: Acorda, Jean!
quarta-feira, 10 de março de 2010
solko
Jean-Michel: Benny, quanto tempo acha que
é preciso para ser famoso?
Benny: Para um músico ou para um pintor?
JM: Tanto faz.... Famoso...
Benny: Quatro anos. Seis para ficar rico - disse acertando mais uma cesta - primeiro tem que se vestir direito. Depois tem de sair com pessoas famosas. Conhecer as pessoas certas.
Ir às festas certas. Socialite. - deu de ombros - E depois, tem de fazer o seu trabalho
enquanto não está fazendo isso. Mas estou falando o mesmo tipo de trabalho, o mesmo estilo...
para as pessoas te reconhecerem e não se confundirem. E depois quando for famoso, no topo. Tem de continuar a fazer da mesma maneira. Mesmo que seja chato. A não ser que queira que as pessoas se zanguem contigo. Que vão se zangar de qualquer maneira.... Vamos, joga ! - disse jogando sua bola de basquete - Normalmente as pessoas famosas são muito
burras.... Você é inteligente demais. Não quer acabar como o John
Henry Combatendo a máquina?
JM: John Henry era um metalúrgico
que trabalhava nas linhas férreas. fuck yeah, cesta!
Benny: Entortando os ferros
e montando o trilho. Um dia, inventaram uma máquina
para fazer o trabalho dele. Ele disse : "Foda-se, eu sou um homem." E então ele desafia a máquina para uma corrida de 1Km pela linha férrea. Passaram 2 dias. E eles estão
empatados, Chegam sempre ao mesmo tempo.
JM: Mas quase no final. Ele
vence a máquina por pouco.
Benny: Mas.... Ele morreu...
JM: Mas ele venceu.
Benny: Mas ele morreu.
JM: Mas venceu.
Benny: Tem de fazer as coisas do teu jeito. É uma questão de integridade.
Os teus amigos gostam de você. E além disso sempre tem
mulher. Que mais você quer? Todo mundo que passa por aqui,
vê as suas coisas por todo o lado...
JM: É o Andy Warhol !
Benny: É um viadinho....
JM: É um grande pintor.
Benny: Não, ele pinta por números, você não.
<3
é preciso para ser famoso?
Benny: Para um músico ou para um pintor?
JM: Tanto faz.... Famoso...
Benny: Quatro anos. Seis para ficar rico - disse acertando mais uma cesta - primeiro tem que se vestir direito. Depois tem de sair com pessoas famosas. Conhecer as pessoas certas.
Ir às festas certas. Socialite. - deu de ombros - E depois, tem de fazer o seu trabalho
enquanto não está fazendo isso. Mas estou falando o mesmo tipo de trabalho, o mesmo estilo...
para as pessoas te reconhecerem e não se confundirem. E depois quando for famoso, no topo. Tem de continuar a fazer da mesma maneira. Mesmo que seja chato. A não ser que queira que as pessoas se zanguem contigo. Que vão se zangar de qualquer maneira.... Vamos, joga ! - disse jogando sua bola de basquete - Normalmente as pessoas famosas são muito
burras.... Você é inteligente demais. Não quer acabar como o John
Henry Combatendo a máquina?
JM: John Henry era um metalúrgico
que trabalhava nas linhas férreas. fuck yeah, cesta!
Benny: Entortando os ferros
e montando o trilho. Um dia, inventaram uma máquina
para fazer o trabalho dele. Ele disse : "Foda-se, eu sou um homem." E então ele desafia a máquina para uma corrida de 1Km pela linha férrea. Passaram 2 dias. E eles estão
empatados, Chegam sempre ao mesmo tempo.
JM: Mas quase no final. Ele
vence a máquina por pouco.
Benny: Mas.... Ele morreu...
JM: Mas ele venceu.
Benny: Mas ele morreu.
JM: Mas venceu.
Benny: Tem de fazer as coisas do teu jeito. É uma questão de integridade.
Os teus amigos gostam de você. E além disso sempre tem
mulher. Que mais você quer? Todo mundo que passa por aqui,
vê as suas coisas por todo o lado...
JM: É o Andy Warhol !
Benny: É um viadinho....
JM: É um grande pintor.
Benny: Não, ele pinta por números, você não.
<3
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
diário de bordo - dia 23 - Nápoles
Depois de oito dias intensos em Roma, nada melhor do quê ir para alguma casa familiar e comer uma boa pizza, especialmente se você estiver em Nápoles, conhecida por ser a "terra natal da pizza", mas esse não era nosso caso.
Mês de outubro, nosso vigésimo terceiro dia na Europa chovia muito, as nuvens pareciam tentar esconder a cidade ao fundo. Ainda estavamos na estrada, nosso carro tinha quebrado, "gasolina, talvez.." disse Eli, com seus cabelos loiros platinados, com seus dentes superiores levemente saltando da sua boca e claro, seus oculos escuros, sempre desconfiado com tudo e com todos, agora parecia-se tão leviano.
"Você não vai querer se esforçar né?" tentou concluir Olivia, como descrever ela? vou tentar como um casamento da ironia com o excentrico, não parece ser nada bom..
"Vamos pedir ajuda..olha lá! Ei, psiu psiu"
"Tsc, tsc, tsc. Vai pedir ajuda a um desconhecido? Sabe falar italiano?" disse Eli com um sorriso de escárnio.
"Vai se foder, pelo menos ele pode consertar nosso carro. Oi? Poderia nos ajudar?"
"Claro!"
"Oh, deus, pelo menos ele fala nossa língua."
"Eli, você poderia apenas um minutos sem falar bosta? Valeu"
"Bom, vamos lá..humm" analisava o moço italiano com um bronze dourado e os musculos a mostra sem sua camisa que estava presa na calça oooh, seus olhos verdes nem se falava então.
"Estou cansado de ficar nessa chuva, por favor.."
"Minha casa não fica tão longe daqui, vocês podem ir comer e passar a noite, amanhã bem cedo, prometo ver o carro, porque nessa chuva, não vou ajudar muito."
"Ok" duas vozes ao mesmo tempo, wow!
A caminho da casa do italiano pôr-do-sol o silêncio tomava conta até a chegada. Muito calorosa, como só os italians podem ser, logo sentaram-se na mesa, para comer, hummmmmm uma bendita macarronada, supresa? bah.
E claro, logo os forasteiros foram entrando na família, o pai do solzinho, logo deu alguns conselhos a Eli, não tinha notado sua personalidade fresca, tipica de uma flor.
"Uma vez, há muito tempo atrás, eu entrei num bar e um homem chegou e me disse o quanto mais velho você ficar, o mais pervertido você vai ficar."
....
Hora de dormir, cara, que cama dura! pelo menos os travesseiros não são de feno.
1:Gostou do Jantar?
2:Precisarei seriamente de um analista depois disso, aquele velho me traumatizou.
1:Ele só falou que você precisa provar algumas bocetas antes de se entregar ao seu libido.
2:OK!
3:Querem mais lençois?
2:Está ótimo assim. Não precisa.
1:Obrigada, a senhora, muito gen-til, OK, arrividerci.
2:O rapaz é adoravél, né?
1:Será que ele gosta de uma pica que nem você?
2:Acredito que não, deve gostar de uma boceta gonorrenta. Olivia, ironia te mandou lembranças.
1:Não fode.
2:Você gostou dele?
1:Achei ele lindo.
2:PFFFFF, ok, eu também amei aquele Brad Pitt mecânico.
1:Acho que vou ter fantasias com isso, quero que ele aperte minha porca.
2:Boa noite.
-
(três horas da manhã e eu acordada, ouvindo Mishto, isso deve ser loucura)
Mês de outubro, nosso vigésimo terceiro dia na Europa chovia muito, as nuvens pareciam tentar esconder a cidade ao fundo. Ainda estavamos na estrada, nosso carro tinha quebrado, "gasolina, talvez.." disse Eli, com seus cabelos loiros platinados, com seus dentes superiores levemente saltando da sua boca e claro, seus oculos escuros, sempre desconfiado com tudo e com todos, agora parecia-se tão leviano.
"Você não vai querer se esforçar né?" tentou concluir Olivia, como descrever ela? vou tentar como um casamento da ironia com o excentrico, não parece ser nada bom..
"Vamos pedir ajuda..olha lá! Ei, psiu psiu"
"Tsc, tsc, tsc. Vai pedir ajuda a um desconhecido? Sabe falar italiano?" disse Eli com um sorriso de escárnio.
"Vai se foder, pelo menos ele pode consertar nosso carro. Oi? Poderia nos ajudar?"
"Claro!"
"Oh, deus, pelo menos ele fala nossa língua."
"Eli, você poderia apenas um minutos sem falar bosta? Valeu"
"Bom, vamos lá..humm" analisava o moço italiano com um bronze dourado e os musculos a mostra sem sua camisa que estava presa na calça oooh, seus olhos verdes nem se falava então.
"Estou cansado de ficar nessa chuva, por favor.."
"Minha casa não fica tão longe daqui, vocês podem ir comer e passar a noite, amanhã bem cedo, prometo ver o carro, porque nessa chuva, não vou ajudar muito."
"Ok" duas vozes ao mesmo tempo, wow!
A caminho da casa do italiano pôr-do-sol o silêncio tomava conta até a chegada. Muito calorosa, como só os italians podem ser, logo sentaram-se na mesa, para comer, hummmmmm uma bendita macarronada, supresa? bah.
E claro, logo os forasteiros foram entrando na família, o pai do solzinho, logo deu alguns conselhos a Eli, não tinha notado sua personalidade fresca, tipica de uma flor.
"Uma vez, há muito tempo atrás, eu entrei num bar e um homem chegou e me disse o quanto mais velho você ficar, o mais pervertido você vai ficar."
....
Hora de dormir, cara, que cama dura! pelo menos os travesseiros não são de feno.
1:Gostou do Jantar?
2:Precisarei seriamente de um analista depois disso, aquele velho me traumatizou.
1:Ele só falou que você precisa provar algumas bocetas antes de se entregar ao seu libido.
2:OK!
3:Querem mais lençois?
2:Está ótimo assim. Não precisa.
1:Obrigada, a senhora, muito gen-til, OK, arrividerci.
2:O rapaz é adoravél, né?
1:Será que ele gosta de uma pica que nem você?
2:Acredito que não, deve gostar de uma boceta gonorrenta. Olivia, ironia te mandou lembranças.
1:Não fode.
2:Você gostou dele?
1:Achei ele lindo.
2:PFFFFF, ok, eu também amei aquele Brad Pitt mecânico.
1:Acho que vou ter fantasias com isso, quero que ele aperte minha porca.
2:Boa noite.
-
(três horas da manhã e eu acordada, ouvindo Mishto, isso deve ser loucura)
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Feliz aniversário, Benicio Del Toro

Hoje o meu ator preferido, Benicio Del Toro, está fazendo aniversário! 43 flexoes sobre mim AHAHAHAHAH todo mundo sabe que eu sou paixonada por ele, já faz um bom tempo, agora que ele tá em cartaz com Lobisomem, tomara que arrecade um monte pra ele guardar pros nossos filhos kakakaka. Quero desejar pro Benicio, mt beijo na boca, menos naquela maldita da Sara Foster, VTNC, mt dinheiro, mt poker face pros jornalistas firsts pau no cu, mt bebida, mt festa, mt diversao, mt sucesso, mt bct, mt blowjob, mt coisa boa na vida dele, quer dizer coisas mais ou menos até quando eu chegar lá pra ~causar~ em L.A. na home dele ~maiane~. Que os Lakers ganhe, e muito sucessooooooo pros filme deles, que ele venha aqui pro Brasil pra me levar pra gente comer fettucini alfredo lá em St. Marinelli. Benicio, que é do 3 decanato de aquário, mt romantico ele viu, já imagino como vai ser ele me levandu floresssssssssss KKKKKKKKKKKK minha mãe pode ficar tranquila pq com o Beni leite não vai faltar AHAHAHAHHAHAHAHAAHAHAHHA. O mais legal é que ele faz aniversário 10 dias depois de mim, a gente poderia juntar e fazer um churras bem nice kakaka dei uma de ~maiane from guapimirim~. Benicio, te amu vemk lindu cara de rato, só eu e o rules podemos chamar ele assim pq a gente sabe do apelido secret dele ~cod da vinxi~. Happy B-day Benicio <3
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Os anos 20 era uma festa.
Vim a Chicago pela primeira vez nos anos 20, para assistir a uma luta.Ernest Hemingway veio comigo e ficamos hospedados na academia de Jack Dempsey. Hemingway tinha acabado de escrever dois conto sobre boxe, e, embora eu e Gertrude Stein tivéssemos achado que estavam bonzinhos, ainda precisavam de algumas mexidas. Dei um gozada em Hemingway sobre o romance que ele gastava escrevendo e rimos a valer e nos divertimos um bocado e então calçamos as luvas de boxe e ele me acertou o nariz.
Naquele inverno,Alice B. Toklas, Picasso e eu alugamos uma "villa" no sul da França. Eu estava revisando as provas do meu romance, que já era cosiderado o "grande" romance americano, mas as letras eram tão miudinhas que não consegui chegar ao fim dele.
Toda a tarde, Gertrude Stein e eu costumávamos procurar objetos raros nos antiquários, e lembro-me de lhe ter peguntado se ela achava que eu devia continuar escrevendo. Com aquele seu jeito tipicamente oblíquo que nos encantava a todos, ela disse "Não", o que naturalmente queria dizer sim. Portanto, embarquei pra a Itália no dia seguinte. A Itália me lembrava Chicago, principalmente Veneza, porque ambas as cidades têm canais e suas ruas são cheias de estátuas e catedrais contruídas pelos maiores artistas do Renascimento.
Naquele mês, fomos ao estúdio de Picasso em Arles, que então ainda era chamada Rouen ou Zurique, até que os franceses a rebatizaram em 1589 sob Luís, o Vago (Luís foi um rei bastardo do século XVI, que não dava colher de chá a ninguém).
Picasso estava justamente começando o que depois seria conhecido como sua "fase azul", mas, como parou para tomar café comigo e com Gertrude, sua "fase azul" só começou, na realidade, uns 10 minutos depois. Durou quatro anos. Portanto, não creio que aqueles 10 minutos tivessem feito muita diferença.
Picasso era um sujeito baixinho que andava de maneira engraçada, pondo um pé na frente do outro até completar o que costumava chamar de "passos". Ríamos muito, mas, por volta de 1930, o fascismo começou a crescer e já quase não havia do que rir. Gertrude Stein e eu examinávamos os quadros de Picasso com muito rigor, e Gertrude era da opinião de que "a arte, quaquer arte, não passa e uma expressão de alguma coisa". Picasso não concordava e respondia: "Não me encha o saco. Deixe-me almoçar". Acho que ele tinha razão. Pelo menos almoçava regularmente.
O estúdio de Picasso era totalmente diferente do de Matisse. Enquanto o de Picasso era uma bagunça, Matisse mantinha o seu em perfeita ordem. Vice-versa também. Em setembro daquele ano, Matisse aceitou uma proposta para pintar um afresco, mas, com a doença de sua mulher, não pôde terminar o trabalho e, por isso, eles tiveram de se contentar com papel de parede. Lembro-me de tudo isso perfeitamnte porque foi logo antes daquele inverno que passamos num pequeno apartamento no norte da Suíça, onde a chuva tem o estranho hábito de começar e, de repente, parar. Juan Gris, o cubista espanhol, convenceu Alice Toklas a posar para uma natureza morta e, com sua característica concepção abstrata dos objetos, começou a quebra-lhe a cara e o resto do corpo para reduzi-lo ás formas geométricas básicas mas nunca chegou a concluir a obra porque a polícia interveio. Gris era um espanhol provinciano, e Gertrude Stein dizia sempre que só um verdadeiro espanhol podia ter feito o que ele fez; tentar criar obras-primas a partir do nada e ainda falar espanhol ao mesmo tempo. Era realmente um deslumbre.
Recordo-me que, certa tarde, estávamos sentados num bar de lésbicas no sul da França, com nossos pés confortavelmente instalados no parapeito da varanda, a qual ficava no norte da França, quando Gertrude Stein disse: "Estou enojada", Picasso achou isso muito engraçado e Matisse eu tomamos isso como uma espécie de senha para irmos a África. Sete semanas depois, no Quênia encontramos Hemingway, já bronzeado e de barba e dominando totalmente o estilo seco e descritivo que caracterizaria. Ali, no chamado continente negro, jactou-se umas mil vezes de ter quebrado caras e uns e outro.
"Que que há, Ernest?", perguntei. Hemingway falou longamente sobre a morte e a aventura, daquele jeito que só ele sabia e, quando acordei, ele já havia armado a barraca e estava fazendo uma enorme fogueira para cozinhar alguns tira-gostos de dois ou três elefantes que acabara de abater. Brinquei com ele sobre sua barba e rimos à beça e tomamos conheque e então calçamos as luvas de boxe e ele acertou meu nariz.
Naquele inverno,Alice B. Toklas, Picasso e eu alugamos uma "villa" no sul da França. Eu estava revisando as provas do meu romance, que já era cosiderado o "grande" romance americano, mas as letras eram tão miudinhas que não consegui chegar ao fim dele.
Toda a tarde, Gertrude Stein e eu costumávamos procurar objetos raros nos antiquários, e lembro-me de lhe ter peguntado se ela achava que eu devia continuar escrevendo. Com aquele seu jeito tipicamente oblíquo que nos encantava a todos, ela disse "Não", o que naturalmente queria dizer sim. Portanto, embarquei pra a Itália no dia seguinte. A Itália me lembrava Chicago, principalmente Veneza, porque ambas as cidades têm canais e suas ruas são cheias de estátuas e catedrais contruídas pelos maiores artistas do Renascimento.
Naquele mês, fomos ao estúdio de Picasso em Arles, que então ainda era chamada Rouen ou Zurique, até que os franceses a rebatizaram em 1589 sob Luís, o Vago (Luís foi um rei bastardo do século XVI, que não dava colher de chá a ninguém).
Picasso estava justamente começando o que depois seria conhecido como sua "fase azul", mas, como parou para tomar café comigo e com Gertrude, sua "fase azul" só começou, na realidade, uns 10 minutos depois. Durou quatro anos. Portanto, não creio que aqueles 10 minutos tivessem feito muita diferença.
Picasso era um sujeito baixinho que andava de maneira engraçada, pondo um pé na frente do outro até completar o que costumava chamar de "passos". Ríamos muito, mas, por volta de 1930, o fascismo começou a crescer e já quase não havia do que rir. Gertrude Stein e eu examinávamos os quadros de Picasso com muito rigor, e Gertrude era da opinião de que "a arte, quaquer arte, não passa e uma expressão de alguma coisa". Picasso não concordava e respondia: "Não me encha o saco. Deixe-me almoçar". Acho que ele tinha razão. Pelo menos almoçava regularmente.
O estúdio de Picasso era totalmente diferente do de Matisse. Enquanto o de Picasso era uma bagunça, Matisse mantinha o seu em perfeita ordem. Vice-versa também. Em setembro daquele ano, Matisse aceitou uma proposta para pintar um afresco, mas, com a doença de sua mulher, não pôde terminar o trabalho e, por isso, eles tiveram de se contentar com papel de parede. Lembro-me de tudo isso perfeitamnte porque foi logo antes daquele inverno que passamos num pequeno apartamento no norte da Suíça, onde a chuva tem o estranho hábito de começar e, de repente, parar. Juan Gris, o cubista espanhol, convenceu Alice Toklas a posar para uma natureza morta e, com sua característica concepção abstrata dos objetos, começou a quebra-lhe a cara e o resto do corpo para reduzi-lo ás formas geométricas básicas mas nunca chegou a concluir a obra porque a polícia interveio. Gris era um espanhol provinciano, e Gertrude Stein dizia sempre que só um verdadeiro espanhol podia ter feito o que ele fez; tentar criar obras-primas a partir do nada e ainda falar espanhol ao mesmo tempo. Era realmente um deslumbre.
Recordo-me que, certa tarde, estávamos sentados num bar de lésbicas no sul da França, com nossos pés confortavelmente instalados no parapeito da varanda, a qual ficava no norte da França, quando Gertrude Stein disse: "Estou enojada", Picasso achou isso muito engraçado e Matisse eu tomamos isso como uma espécie de senha para irmos a África. Sete semanas depois, no Quênia encontramos Hemingway, já bronzeado e de barba e dominando totalmente o estilo seco e descritivo que caracterizaria. Ali, no chamado continente negro, jactou-se umas mil vezes de ter quebrado caras e uns e outro.
"Que que há, Ernest?", perguntei. Hemingway falou longamente sobre a morte e a aventura, daquele jeito que só ele sabia e, quando acordei, ele já havia armado a barraca e estava fazendo uma enorme fogueira para cozinhar alguns tira-gostos de dois ou três elefantes que acabara de abater. Brinquei com ele sobre sua barba e rimos à beça e tomamos conheque e então calçamos as luvas de boxe e ele acertou meu nariz.
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would never wannabe young again
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Medo.
Acordei quando já eram nove horas da manhã, tinha me esquecido por um segundo da entrevista de emprego que poderia mudar a minha vida, nem tomei café, pra quê? uma miséra bebida negra não poderia me tornar mais ativo naquele dia.
Ahhh...ar fresco, estava preso no meu apartamento que parecia a muito tempo, vi algumas crianças brincando, mendigos que acordavam para a miséria, pessoas com suas mentes focadas em seus trabalhos e eu, tão pequeno no meio de tudo aquilo parecia soar como uma conspiração ao meu azar.
Entrei no prédio com pessimismo, olhava tudo ao redor, vi que poderia ser muito bom estar ali pela segunda vez empregado e com alguma autoridade, mas nem tudo é doce.No elevador notei que me viam com algum aspecto diferente, eu seria diferente demais para aquela empresa ou talvez não seria o meu verdadeiro caminho aquele para seguir a vida.
Décimo terceiro andar é longe...
Suspirei pela última vez e dei o primeiro passo para o delírio, tinha um espelho do lado da porta da sala, aproveitei para dar uma olhada no cabelo, na roupa e nos dentes.Dei três batidinhas na porta e um "pode entrar" me fez tremer todo.Entrei.
Nunca fiquei tão tenso na vida como aquele cara a cara com um homem, ele deveria ter aproximadamente uns 40 anos, belos sinais de calvíce, um bigode cretino e olhos rápidos notavam todo o meu mal jeito e agonia, ele sabia disso, me deu um tapinha no ombro, fiquei duro na cadeira de tal jeito que até parecia que eu tinha endurecido até a língua, respondia com murmuros "uhum,aham,humm".Estava a ponto de um abismo.
Ele gostou de mim e me pediu para comparecer amanhã para ver como eu deveria dirigir o meu cargo, conseguir dar um sorriso no final e na porta do prédio dei um outro suspiro, com sensação de trabalho cumprido.
Cara, agora preciso de uma cerveja.......
Ahhh...ar fresco, estava preso no meu apartamento que parecia a muito tempo, vi algumas crianças brincando, mendigos que acordavam para a miséria, pessoas com suas mentes focadas em seus trabalhos e eu, tão pequeno no meio de tudo aquilo parecia soar como uma conspiração ao meu azar.
Entrei no prédio com pessimismo, olhava tudo ao redor, vi que poderia ser muito bom estar ali pela segunda vez empregado e com alguma autoridade, mas nem tudo é doce.No elevador notei que me viam com algum aspecto diferente, eu seria diferente demais para aquela empresa ou talvez não seria o meu verdadeiro caminho aquele para seguir a vida.
Décimo terceiro andar é longe...
Suspirei pela última vez e dei o primeiro passo para o delírio, tinha um espelho do lado da porta da sala, aproveitei para dar uma olhada no cabelo, na roupa e nos dentes.Dei três batidinhas na porta e um "pode entrar" me fez tremer todo.Entrei.
Nunca fiquei tão tenso na vida como aquele cara a cara com um homem, ele deveria ter aproximadamente uns 40 anos, belos sinais de calvíce, um bigode cretino e olhos rápidos notavam todo o meu mal jeito e agonia, ele sabia disso, me deu um tapinha no ombro, fiquei duro na cadeira de tal jeito que até parecia que eu tinha endurecido até a língua, respondia com murmuros "uhum,aham,humm".Estava a ponto de um abismo.
Ele gostou de mim e me pediu para comparecer amanhã para ver como eu deveria dirigir o meu cargo, conseguir dar um sorriso no final e na porta do prédio dei um outro suspiro, com sensação de trabalho cumprido.
Cara, agora preciso de uma cerveja.......
sábado, 30 de janeiro de 2010
welcome to tijuana
Ainda não tinha me esquecido do dia que tinha me encontrado com ele,era alto,esbelto,belo,ofegante era capaz de levar todas as garotas do salão ao delírio,mas esse não era o caso dele.dançando cheguei bem perto,pude ver que a cada gole de tequila ele jogava a cabeça para tras num movimento sexy,fiquei encantado com aquele anjo suado e sensual.
agora,durmo com ele sobre o meu peito nu.acordei,preparei o café,acordei ele aos beijos,tomamos café e fomos a praia que não era muto longe dali,pude admira-lo aquela beleza de quase uma ninfeta que se transformava numa india pagã na cama,minha beliche era simples mas o quê rolava nela quando estavamos a ponto de um orgasmo divino, transformava-se na morada dos deuses,isso poderia ser pra sempre.
agora,durmo com ele sobre o meu peito nu.acordei,preparei o café,acordei ele aos beijos,tomamos café e fomos a praia que não era muto longe dali,pude admira-lo aquela beleza de quase uma ninfeta que se transformava numa india pagã na cama,minha beliche era simples mas o quê rolava nela quando estavamos a ponto de um orgasmo divino, transformava-se na morada dos deuses,isso poderia ser pra sempre.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Homofobia é gay.
Conheço muitos gays,não tenho preconceito e você?
Não acho que deveriamos ter preconceito com algo que é mais antigo do que a homofobia,que não deveria existir.
Como eu disse no outro post,Platão era gay,apenas? Não,Aristoteles,Julio César,Alexandre,O Grande,Napoleão.Se repugnou? Mas eles foram Grandes Homens,não?
Se o preconceito não existia contra eles,porque irá existir agora? Ah,sim,hoje todos os gays não são grandes homens.
Oscar Wilde,um dos meus escritores favoritos foi gay,perdeu dignidade,moral e a carreira por ser "diferente da sociedade",conheço um caso de quem realmente perdeu a moral.
Em algum site,eu li um depoimento sobre um jovem que era homofobico nos tempos da escola,agora adulto descobriu a diversidade do sexualismo e tornou-se bissexual,onde está a moral dele agora?
Gay vem do inglês,que significa alegre,feliz,e é isso que eles são: alegres,felizes,e eles não estão nem aí para quem tem repugnancia por eles,eles querem ser felizes,se jogar.
Pra quê ter preconceito com essas pessoas? Elas vivem para animar as pessoas,muitos gays são chamados,mas somente poucos são escolhidos para animar uma festa.
E você,mudou sua opinião sobre os gays?
Não acho que deveriamos ter preconceito com algo que é mais antigo do que a homofobia,que não deveria existir.
Como eu disse no outro post,Platão era gay,apenas? Não,Aristoteles,Julio César,Alexandre,O Grande,Napoleão.Se repugnou? Mas eles foram Grandes Homens,não?
Se o preconceito não existia contra eles,porque irá existir agora? Ah,sim,hoje todos os gays não são grandes homens.
Oscar Wilde,um dos meus escritores favoritos foi gay,perdeu dignidade,moral e a carreira por ser "diferente da sociedade",conheço um caso de quem realmente perdeu a moral.
Em algum site,eu li um depoimento sobre um jovem que era homofobico nos tempos da escola,agora adulto descobriu a diversidade do sexualismo e tornou-se bissexual,onde está a moral dele agora?
Gay vem do inglês,que significa alegre,feliz,e é isso que eles são: alegres,felizes,e eles não estão nem aí para quem tem repugnancia por eles,eles querem ser felizes,se jogar.
Pra quê ter preconceito com essas pessoas? Elas vivem para animar as pessoas,muitos gays são chamados,mas somente poucos são escolhidos para animar uma festa.
E você,mudou sua opinião sobre os gays?
Indiferença.
Você já se sentiu diferente?
Eu me sinto assim o tempo todo,no lugar onde vivo,na cidade,no mundo e até na minha mente,sinto que não faço parte de uma classe nem sei se sou do Reino dos animais.
Me sinto a mais intrigante na minha sala de aula,a mais explicita na minha casa e a mais corajosa dos meus amigos.Talvez isso aconteça com os gênios,só tenho que saber que tipo de gênialidade eu tenho.
Mas todos os gênios tem algum defeito,como:Machado de Assis era epletico,Nietzsche era louco e ateu (não que eu seja contra o ateísmo,també sou ateia,mas o jeito com que ele tratava o ateísmo em relação as outra religioes era como um Cristão forçasse a um Judeu ser convertido,e nesse caso acabava em morte,já com Nietzsche era com fortissímos argumentos ateus,que hoje os "ateus do Yahoo Respostas" fazem pior,isso é horrível,ser ateu é se repelir a Igreja Cristã e hoje,ateus,estão fazendo com que eles sejam repelidos pelo proprio argumento do Ateísmo) nossa falei demais,mas essa é somente a MINHA OPNIÃO,Oscar Wilde era extravagante demais e confiava seus sentimentos com pessoas erradas,como Bosie,Platão era gay,motivos que hoje é julgado pela sociedade e que antes era motivos para te jogarem na fogueira.Pense sobre os seus atos,talvez você seja público e indiferente demais para os seu conhecidos.
Eu me sinto assim o tempo todo,no lugar onde vivo,na cidade,no mundo e até na minha mente,sinto que não faço parte de uma classe nem sei se sou do Reino dos animais.
Me sinto a mais intrigante na minha sala de aula,a mais explicita na minha casa e a mais corajosa dos meus amigos.Talvez isso aconteça com os gênios,só tenho que saber que tipo de gênialidade eu tenho.
Mas todos os gênios tem algum defeito,como:Machado de Assis era epletico,Nietzsche era louco e ateu (não que eu seja contra o ateísmo,també sou ateia,mas o jeito com que ele tratava o ateísmo em relação as outra religioes era como um Cristão forçasse a um Judeu ser convertido,e nesse caso acabava em morte,já com Nietzsche era com fortissímos argumentos ateus,que hoje os "ateus do Yahoo Respostas" fazem pior,isso é horrível,ser ateu é se repelir a Igreja Cristã e hoje,ateus,estão fazendo com que eles sejam repelidos pelo proprio argumento do Ateísmo) nossa falei demais,mas essa é somente a MINHA OPNIÃO,Oscar Wilde era extravagante demais e confiava seus sentimentos com pessoas erradas,como Bosie,Platão era gay,motivos que hoje é julgado pela sociedade e que antes era motivos para te jogarem na fogueira.Pense sobre os seus atos,talvez você seja público e indiferente demais para os seu conhecidos.
Começo.
Bom,este não é o meu primeiro blog,já tive muitos mas nada que seja para expressar as minhas idéias.
Eu tenho muitas idéias,gosto de escrever e me alegrei ao saber que poderia compartilhar om algumas pessoas.
Adoro filosofia,política,literatura e poesias,acho que a maioria do meus posts vão ser sobre esses assuntos.
Gosto de assuntos e coisas estranhas,coisas que ninguém da minha idade sonha em pensar nisso agora.
Bom,espero que essa experiência seja boa para mim e pra os leitores.
Eu tenho muitas idéias,gosto de escrever e me alegrei ao saber que poderia compartilhar om algumas pessoas.
Adoro filosofia,política,literatura e poesias,acho que a maioria do meus posts vão ser sobre esses assuntos.
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